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Da SOP para SOMP: Entenda a mudança no nome da síndrome e o que ela representa.

  • Foto do escritor: Dra. Letícia Bernini de Souza
    Dra. Letícia Bernini de Souza
  • 18 de mai.
  • 2 min de leitura

A “Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)” está passando por uma importante atualização em sua nomenclatura e abordagem médica. O The Lancet publicou, em 12/05/2026, um consenso global em que especialistas da área propões a substituição do termo para “Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP)”, buscando representar de forma mais precisa a complexidade da condição.


A mudança não é apenas estética ou científica: ela reflete uma compreensão ampliada sobre a síndrome e seus impactos no organismo feminino.


Por que mudar o nome?


O termo SOP sempre esteve muito associado apenas aos ovários e à presença de cistos. Porém, é sabido que a condição vai muito além disso. Muitas pacientes apresentam alterações hormonais, metabólicas e inflamatórias importantes, mesmo sem possuir ovários policísticos visíveis em exames.


Além disso, diversas mulheres diagnosticadas com SOP também convivem com:

resistência à insulina; dificuldade para perder peso; alterações no colesterol; maior risco de diabetes tipo 2; irregularidade menstrual; acne e aumento de pelos; infertilidade.


Com isso, o novo termo SOMP busca destacar que a síndrome envolve não apenas os ovários, mas também o metabolismo e todo o equilíbrio hormonal do corpo.


O que muda para as pacientes?


Na prática, o tratamento continua baseado em acompanhamento individualizado, mas a nova nomenclatura ajuda a ampliar a visão clínica sobre a doença. Isso significa que o foco deixa de ser apenas ginecológico e passa a incluir também cuidados metabólicos, endocrinológicos, cardiovasculares e psicológicos.

A mudança também contribui para reduzir equívocos comuns, como acreditar que toda mulher com SOP possui cistos nos ovários ou que o problema afeta exclusivamente a fertilidade.


A importância do diagnóstico precoce:


Independentemente do nome utilizado, o diagnóstico precoce continua sendo fundamental. Sintomas como ciclos menstruais irregulares, acne persistente, ganho de peso e excesso de pelos em locais incomuns em mulheres devem ser investigados por profissionais da saúde.


O acompanhamento médico adequado pode melhorar significativamente a qualidade de vida da paciente e prevenir complicações futuras.


Uma visão mais moderna da saúde feminina:


A possível transição de SOP para SOMP representa um avanço importante na medicina, pois reforça uma abordagem mais completa e humanizada da saúde da mulher. Mais do que uma alteração de sigla, a mudança simboliza uma evolução no entendimento científico da síndrome e na forma como ela deve ser tratada.


Com informação correta e acompanhamento especializado, é possível controlar os sintomas, promover bem-estar e garantir mais qualidade de vida às pacientes. Se você possui a síndrome, ou se tem suspeita de tê-la e precisa de acompanhamento médico, agende hoje mesmo uma consulta que eu posso te ajudar.

Link do WhatsApp para agendamento no site. Com carinho, Dra. Letícia Bernini de Souza.



 
 
 

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