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3 mitos sobre anticoncepcional que ainda escuto no consultório

  • Foto do escritor: Dra. Letícia Bernini de Souza
    Dra. Letícia Bernini de Souza
  • 2 de jun.
  • 2 min de leitura


Apesar de os anticoncepcionais fazerem parte da vida de muitas mulheres há décadas, ainda existem diversas dúvidas e crenças que geram insegurança na hora de escolher ou utilizar um método contraceptivo.


No consultório, algumas perguntas aparecem com frequência. Por isso, resolvi esclarecer três dos mitos mais comuns sobre o uso de anticoncepcionais.


Mito 1: Preciso fazer pausas no anticoncepcional de tempos em tempos?


Não.


Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, não existe a necessidade de fazer um "descanso" do anticoncepcional.


Se você está bem adaptada ao método e não apresenta contraindicações, ele pode ser utilizado de forma contínua pelo tempo que for necessário e desejado.


Fazer pausas periódicas não traz benefícios para a saúde e, em alguns casos, pode aumentar o risco de uma gravidez não planejada, especialmente quando o método não é retomado corretamente.


Cada caso deve ser avaliado individualmente, mas, de forma geral, não há recomendação médica para interromper o uso apenas para "dar um descanso ao organismo".


Mito 2: O anticoncepcional causa infertilidade?


Não.


Esse é um dos receios mais comuns entre mulheres que pensam em engravidar no futuro.


Os anticoncepcionais não "gastam" os óvulos e não provocam infertilidade. Seu funcionamento é temporário: enquanto o método está sendo utilizado, ele impede a ovulação ou dificulta a fecundação. Após a suspensão, o organismo retoma seu funcionamento natural.


Na maioria das mulheres, a fertilidade retorna em pouco tempo após interromper o método.


Se houver dificuldade para engravidar posteriormente, geralmente ela está relacionada a outros fatores que podem existir independentemente do uso prévio de anticoncepcionais.


Mito 3: Quem usa anticoncepcional não precisa usar preservativo?


Precisa.


O anticoncepcional é altamente eficaz para prevenir uma gravidez quando utilizado corretamente, mas ele não protege contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).


O preservativo continua sendo o único método capaz de reduzir significativamente o risco de transmissão dessas infecções.


Por isso, especialmente em relações sem parceria fixa ou quando não há conhecimento do status de saúde do parceiro, o uso combinado de preservativo e anticoncepcional é a estratégia mais segura.


O mais importante: não existe um anticoncepcional ideal para todas as mulheres


Uma das maiores lições da ginecologia é que não existe um método perfeito para todo mundo.


Existe o método que faz sentido para o seu momento de vida, seus objetivos reprodutivos, seu histórico de saúde e suas preferências pessoais.


O que funciona muito bem para uma mulher pode não ser a melhor opção para outra.


Por isso, a escolha do método contraceptivo deve ser sempre individualizada e realizada com orientação médica, considerando não apenas a eficácia, mas também conforto, segurança e qualidade de vida.


Se você tem dúvidas sobre anticoncepcionais ou está pensando em iniciar, trocar ou suspender um método, converse com sua ginecologista. Uma decisão bem orientada traz mais tranquilidade e segurança para cuidar da sua saúde reprodutiva.

 
 
 

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